quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Trilogia A Seleção - Resenha

Julgando um livro pela capa... esse foi o início da minha paixão pela trilogia da Kiera Cass, lançado pela Editora Seguinte... afinal, não teve como não amar a capa perfeita, fotografada pelo brasileiro Gustavo Marx.
Não tinha tido contato com este livro até que um amigo comentou que estava lendo e, em seguida, descobri que era a única do meu círculo que não tinha visto o livro ainda!
Quando vi esta capa, cedi à tentação, abandonei meus trabalhos artesanais e mergulhei na magia destas páginas.





A história é um romace distópico narrado em primeira pessoa por America e acontece no futuro, após a 4ª Guerra Mundial, quando os Estados Unidos não existem mais e se tornaram o reino de Iléa. Os moradores de Iléa são divididos em castas (8 no total) que definem sua profissão, poder aquisitivo e posição social - a casta Um é a realeza e a casta Oito são os mendigos.
America Singer pertence à casta Cinco (dos artistas, ela é cantora) e vive uma relação proibida com Aspen, da casta Seis; proibida por uma burocracia implantada que não permite que as garotas se casem com pessoas de castas inferiores.

Ela recebe então uma convocação para que participe dA Seleção, um processo que é a esperança de muitas garotas de todas as castas pois elas irão morar no palácio, viver com a realeza em toda sua pompa e no final, uma delas é escolhida pelo príncipe (Maxon) e poderá tornar-se sua esposa e a futura rainha de Iléa. Mas para America o processo todo é uma tortura pois irá afastá-la de Aspen e o único motivo para que ela se inscreva é a chance de uma vida melhor para sua família.








Kiera construiu muito bem os personagens e cenários bem como os dramas e as tramas... e é incrível como ela consegue que uma história centrada no futuro possa, na maioria do tempo, passar a sensação de estar lendo um romance de época, com seus castelos, seus jardins, a realeza e a submissão dos súditos ao poder maior do rei.









A distopia neste caso serve apenas como um pano de fundo, como um elemento para montagem da personalidade e das atitudes da America e também contribui para nos mostrar os motivos de um visível amadurecimento de Maxon, de uma consciência social que lhe foi negada desde sempre. Em certo momento da leitura (especialmente nos livros A Elite e A Escolha) não tive como não tirar das experiências vividas por eles e da "rebeldia" da America uma lição e refletir a respeito de muitas escolhas que fazemos no decorrer de nossa vida.


Um comentário:

Lívia Panucci disse...

Adorei tanto quanto os livros!